
O artista de IA
Rafael Vivez
Rafael Vives não nasceu para ser “mais um”. É faísca e farol. Irreverente, irônico e ativista, transforma política, fé e cotidiano em canções cortantes — herdeiro da urgência do rock brasileiro dos 80 (RPM, Legião Urbana) com a pegada de agora: riffs claros, synths pulsantes e refrões que grudam. Vives é cronista de rua e palco: aponta o dedo, ri do absurdo, acolhe quem luta. Suas letras são direto ao ponto, sua música é ponte entre indignação e beleza, entre razão e poesia. Não faz trilha de fundo: acende sirenes, levanta cartazes e convida à ação. Rafael Vives é artista, agitador e estratégia — música para pensar cantando e cantar pensando.
Altivez
Na esquina um povo se cala,
Spray de pimenta na cara.
Na cidade a sirene não para,
A mentira já virou fala.
E agente finge que não vê,
Finge que não quer saber,
Mas de noite na TV
Todos assistem sem entender
Noite sem voz,
O povo sem vez,
A gente só queria
Ter paz outra vez.
Noite sem voz,
O povo sem vez,
Meu sonho é maior
Que sua altivez.
No jornal noticias forjadas,
O rico faz piada.
O governo aumenta a própria mesada,
E a esperança segue apagada.
E agente finge que não vê,
Finge que não quer saber,
Mas de noite na TV
Todos assistem sem entender
Noite sem voz,
O povo sem vez,
A gente só queria
Ter paz outra vez.
Noite sem voz,
O povo sem vez,
Meu sonho é maior
Que sua altivez.
Se a gente não falar, quem vai falar?
Se a gente não sonhar, quem vai sonhar?
Se a gente não lutar, quem vai lutar?
É a nossa vez de se levantar!
Noite sem voz,
O povo sem vez,
A gente só queria
Ter paz outra vez.
Noite sem voz,
O povo sem vez,
Meu sonho é maior
Que sua altivez.
Autor: Marcelo M. S. Novaes