
A artista de IA
Bella Andrade
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Bella nasceu em uma família onde a música era tradição e necessidade. Sua avó era cantora de forró no Nordeste, apresentando-se em pequenos festivais, e sua mãe dava aulas de dança no centro comunitário. Desde o início, a vida de Bella se movia ao ritmo do frevo, maracatu e samba.
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Quando criança, ela subia em um banquinho de madeira para cantar nas aulas de dança da mãe, com sua voz clara e forte se sobrepondo à percussão. Aos 11 anos, ela já compunha suas próprias canções, muitas vezes sobre o mar que se estendia infinitamente além das praias do Recife. Seu primeiro violão era de segunda mão, com a madeira desgastada e as cordas enferrujadas, mas se tornou seu companheiro constante.
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Aos 16 anos, Bella saiu de casa para se dedicar à música em São Paulo. Trabalhava em cafés durante o dia e cantava em pequenos bares à noite, conquistando aos poucos a reputação de sua voz — cheia de alma, mas com o brilho de suas raízes nordestinas. Uma gravação casual dela cantando na rua viralizou na internet, levando a convites para se apresentar em palcos maiores.
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Bella se recusou a se encaixotar em um único gênero. Sua música mistura a sensualidade da bossa nova com a pitada do R&B moderno, e a energia pulsante da percussão brasileira com toques de batidas eletrônicas globais. Os críticos dizem que ela tem "a elegância de Astrud Gilberto e o fogo de Elza Soares, envoltos em um brilho moderno".
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Além de sua beleza e talento artístico, Bella é franca sobre suas raízes. Ela frequentemente usa roupas inspiradas em tecidos tradicionais pernambucanos, canta em português e inglês e usa sua plataforma para amplificar a cultura brasileira para o mundo. Embora seja agora reconhecida como uma das vozes jovens mais promissoras da música latina, ela frequentemente retorna ao Recife, cantando descalça na areia onde encontrou sua voz pela primeira vez.
Wonderland
O céu tinha uma porta, eu não pude esquecer
Pairava nos telhados, tentando dizer
Subi pelas nuvens com uma dúvida na mão
Qual o preço pra entrar na ilusão?
Guardei meus sonhos num casaco manchado
Minha coragem num verso sussurrado
Encontrei a lua num campo a brilhar
Ela disse: “A verdade vem pra rasgar”
Já fui espelho, já fui a chama
Usei minha dor sem ter nenhuma trama
Há beleza no que se desfaz
Mesmo as ruínas têm coração e paz
Em Wonderland, andamos no chão de vidro
E dançamos no silêncio mais perdido
Nos apaixonamos por quem somos, enfim
Mesmo se a noite esquecer de mim
Essa estrada torta, esse chão sagrado
É tudo o que temos, é o nosso legado
As ruas aqui falam língua estranha
Mas cada pedra tem sua montanha
Guardei meu nome dentro de um pote de ar
E joguei onde os bichos vão se soltar
Se me encontrar num lugar sem fim
Não me chame de perdida — estou serena assim
A estrada se curva, o céu quer cair
Mas tenho fé pra me conduzir
Em Wonderland, andamos no chão de vidro
E dançamos no silêncio mais perdido
Nos apaixonamos por quem somos, enfim
Mesmo se a noite esquecer de mim
Essa estrada torta, esse chão sagrado
É tudo o que temos, é o nosso legado
E se eu jamais entender a razão
Pelo menos cruzei esse chão
De coração aberto na mão


